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Advogada que denuncia agressão do ex-companheiro desabafa sobre medo seis meses após violência e cobra punição: ‘Fiz tudo e nada mudou’

Advogada denuncia agressão do ex e diz viver com medo seis meses após violência Seis meses após denunciar o ex-companheiro por agressão, Carolina Câmara C...

Advogada que denuncia agressão do ex-companheiro desabafa sobre medo seis meses após violência e cobra punição: ‘Fiz tudo e nada mudou’
Advogada que denuncia agressão do ex-companheiro desabafa sobre medo seis meses após violência e cobra punição: ‘Fiz tudo e nada mudou’ (Foto: Reprodução)

Advogada denuncia agressão do ex e diz viver com medo seis meses após violência Seis meses após denunciar o ex-companheiro por agressão, Carolina Câmara Carvalho Bandeira, de 28 anos, afirma que ainda vive com medo e sensação de impunidade em Goiânia. Segundo ela, mesmo após medidas protetivas e registros de ocorrências, a insegurança permanece. “Eu fiz tudo. Denunciei, pedi ajuda, confiei no sistema. E mesmo assim continuo com medo”, disse. O Ministério Público denunciou o ex-companheiro por lesão corporal, e o caso segue em tramitação na Justiça, com audiência marcada para maio deste ano. Em nota, a defesa afirma que os fatos devem ser analisados no processo e nega irregularidades em relação a supostos descumprimentos de medidas protetivas. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Prints mostram alertas de proximidade do botão do pânico acionados diversas vezes; ao lado, imagem do dia da agressão, que levou a vítima a procurar atendimento no IML Reprodução/Instagram de Carolina Câmara Relato da vítima Carolina afirmou ao g1, que as agressões começaram de forma psicológica e evoluíram ao longo do relacionamento, que durou cerca de três anos. Segundo ela, havia xingamentos frequentes, controle emocional e episódios de violência física. “Não existe alguém que começa matando. A violência vai escalando. Começa com palavras, depois vêm empurrões”, relatou. Sobre o episódio que levou à denúncia, ela detalhou que foi empurrada durante uma discussão e ficou ferida. “Ele me empurrou da cama, eu caí e cortei a pele. Ficou um rombo roxo na minha perna. Foi completamente desproporcional”, afirmou. De acordo com a Carolina, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos, o que levou ao registro da ocorrência e à prisão em flagrante do ex-companheiro naquele dia. LEIA TAMBÉM: Jovem é morta pelo namorado dentro de condomínio em Goiânia, diz polícia Feminicídio cresce 6% em Goiás em 2025 Mulher morre após ter corpo queimado pelo ex em Campos Belos, diz polícia Medidas e registros Após o caso, a Justiça concedeu medida protetiva, e o investigado passou a usar tornozeleira eletrônica. A advogada também recebeu um botão do pânico, que dispara alertas quando há aproximação. Ela afirma que registrou diversas ocorrências por suposto descumprimento das medidas, além de acionamentos do dispositivo, inclusive durante a madrugada. “O que era para me dar segurança virou um instrumento de terror psicológico”, disse, ao relatar episódios em que o alarme foi acionado repetidamente. O que diz a defesa A defesa de Gabriel Bessa Braga informou que os registros relacionados a supostos descumprimentos de medidas protetivas foram apurados e arquivados por ausência de elementos que justificassem a continuidade das investigações. Segundo os advogados, não houve comprovação de contato indevido ou aproximação voluntária e os registros foram considerados baseados em interpretações subjetivas, sem lastro probatório suficiente. A defesa afirma ainda que o caso principal, referente à lesão corporal, segue em fase de instrução e que os fatos serão esclarecidos no curso do processo judicial. Processo segue na Justiça O caso segue em análise no Judiciário, com audiência prevista para maio. A advogada afirma que decidiu tornar a situação pública para chamar atenção para o que considera falhas no atendimento às vítimas de violência doméstica. “Não é falta de denúncia. Não é falta de prova. É um sistema que falha”, disse. Advogada mostra botão do pânico e ferimento na mão após agressão. Caso ocorreu em Goiânia e é investigado pela Justiça Arquivo Pessoal/Carolina Câmara 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás